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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Prática de Ensino – Classe social: Música “Pra não dizer que não falei das flores” de Geraldo Vandré


Audio original do III Festival Internacional da Canção de 1968 quando Geraldo Vandré é premiado com o segundo lugar com a música "Pra não dizer que não falei das flores", também conhecida como "Caminhando" e que teve sua execução proibida durante anos, pela ditadura militar brasileira.

Pesquisa realizada por: João Alves Moreira Filho – curso de Artes

Prática de Ensino – Classe social: Música “Pobreza” de Leno


A POBREZA

Todo mundo tem um amor na vida
E por ele tudo é capaz
Eu tenho uma paixão que é proibida
Só porque sou pobre demais
A garota que eu adoro por quem tanto choro
Não pode me ver
Nunca soube o que é tristeza vive na riqueza
Sem poder viver
Nosso amor é tão bonito mais seus pais não querem
Nossa união
Pensam que a pobreza é lixo e que rapaz pobre
Não tem coração

Pesquisa realizada por: Bruno Eduardo Guimarães – curso de Artes

Prática de Ensino – Classe social: Filme “Accattone” de Pier Paolo Pasolini


Trailer original do “Accattone” de Pier Paolo Pasolini
Pesquisa realizada por: Andrey Carmo da Silva – curso de Artes

Prática de Ensino - Etnia: Fotografias de Pierre Verger e Vídeo "Candomblé, religião de resistência"


Divulgação do projeto de documentação sobre o Candomblé, com narração da Mãe Márcia dOxum. Direção Marco Velasquez, Fotografia Tiba Velasquez, Edição e Montagem Eduardo Chamon.
Agradecimento: Desde já agradeço a todos que tiveram a mente aberta para assistir este trabalho que é o primeiro de muitos que virão, se assim Deus ou Oxalá quiser. Axé a todos e que Olorum os protejam em sua jornada neste plano material.
Pesquisa realizada por: Alex Fernando Domingues – curso de Artes

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Prática de Ensino - Classe social: Música de Rosa de Saron

Música "Mais que um mero poema" de Rosa de Saron
Pesquisa realizada por: Thiago Grion Nunes - curso de Artes

Prática de Ensino - Classe Social: Charge de Dalcio Machado

Pesquisa realizada por: Roberta Lívia de Souza Rabelo - curso de Artes

Prática de Ensino – Classe Social: Poema de Bertold Brecth, Música de Geraldo Vandré, Livro Retrato Escravo e Blog Nota de Rodapé

Aos que vão nascer
(Dos Poemas de Svendborg)
Bertold Brecth
1
É verdade, eu vivo em tempos negros.
Palavra inocente é tolice. Uma testa sem rugas
Indica insensibilidade. Aquele que ri
Apenas não recebeu ainda
A terrível notícia.
Que tempos são esses, em que
Falar de árvores é quase um crime
Pois implica silenciar sobre tantas barbaridades?

Aquele que atravessa a rua tranquilo
Não está mais ao alcance de seus amigos
Necessitados? Sim, ainda ganho meu sustento
Mas acreditem: é puro acaso. Nada do que faço
Me dá direito a comer a fartar
Por acaso fui poupado (Se minha sorte acaba, estou perdido!)
As pessoas me dizem: Coma e beba! Alegre-se porque tem!
Mas como posso beber e comer, se
Tiro o que como ao que tem fome
E meu copo d'água falta ao que tem sede?
E no entanto eu como e bebo.
Eu bem gostaria de ser sábio
Nos velhos livros se encontra o que é sabedoria:

Manter-se afastado da luta do mundo e a vida breve
Levar sem medo
E passar sem violência
Pagar o mal com o bem
Não satisfazer os desejos, mas esquecê-los
Isto é sábio.
Nada disso sei fazer:
É verdade, eu vivo em tempos negros.

2
À cidade cheguei em tempo de desordem
Quando reinava a fome.
Entre os homens cheguei em tempo de tumulto
E me revoltei junto com eles.
Assim passou o tempo
Que sobre a terra me foi dado.
A comida comi entre as batalhas
Deitei-me para dormir entre os assassinos
Do amor cuidei displicente
E impaciente contemplei a natureza.
Assim passou o tempo
Que sobre a terra me foi dado.
As ruas de meu tempo conduziam ao pântano.
A linguagem denunciou-me ao carrasco.
Eu pouco podia fazer. Mas os que estavam por cima
Estariam melhor sem mim, disso tive esperança.
Assim passou o tempo
Que sobre a terra me foi dado.
As forças eram mínimas. A meta
Estava bem distante.
Era bem visível, embora para mim
Quase inatingível.
Assim passou o tempo
Que nesta terra me foi dado.

3
Vocês, que emergirão do dilúvio
Em que afundamos
Pensem Quando falarem de nossas fraquezas
Também nos tempos negros
De que escaparam.
Andávamos então, trocando de países como de sandálias
Através das lutas de classes, desesperados
Quando havia só injustiça e nenhuma revolta.
Entretanto sabemos:
Também o ódio à baixeza
Deforma as feições.
Também a ira pela injustiça
Torna a voz rouca. Ah, e nós
Que queríamos preparar o chão para o amor
Não pudemos nós mesmos ser amigos.
Mas vocês, quando chegar o momento
Do homem ser parceiro do homem
Pensem em nós
Com simpatia.
Poema escrito entre 1933-1938, período entre a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), publicado pela Editora 34.


“Retrato escravo “ livro de João Roberto Ripper e Sérgio Carvalho , publicação da Organização Internacional do Trabalho - OIT e Fundação Vale. Fotografias que mostram o ciclo da escravidão contemporânea no Brasil e revelam as péssimas condições de trabalho análogo ao escravo, passando pela solidão das famílias que ficam sem seus pais que vão para longe em busca de emprego, até o momento do resgate desses trabalhadores. As fotografias foram feitas no Pará, em Campos (RJ), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Ceará. Download gratuito

Indicação: Blog Nota de Rodapé - Jornalismo e Arte



Pesquisa realizada por: Maíra Sampaio Silva - curso de Artes.

Prática de Ensino - Gênero: Obras de Anita Malfatti (1889-1964)

Pesquisa realizada por: Ana Lívia Cardoso Vidal de Souza - Curso de Artes

Prática de Ensino – Deficiência: Teatro de Revista “Piratada à Portuguesa”

“Este sketch fez parte de um espectáculo de revista (gênero teatral português) que esteve em cena no Teatro Maria Vitória, em Lisboa, no Parque Mayer. O título dessa revista era ‘Piratada à Porguesa’. A estreia desta peça, aconteceu em dezembro de 2008 e a última representação em junho de 2009. O texto foi baseado numa pesquisa feita por mim, porque queria muito chamar a atenção da sociedade para as pessoas ‘especiais’. O texto foi escrito por Francisco Nicholson com a minha colaboração. Por incrível que pareça as situações relatadas no texto (mesmo sendo algumas tão caricatas) foram vividas por algumas dessas pessoas especiais, que partilharam comigo as suas histórias. Recorri a ajuda da Federação Portuguesa de Surdos, da Liga dos Deficientes Motores, da Acapo (cegos) entre outras instituições. Espero que esta informação seja suficiente para o que pretende. Alguma dúvida disponha. Fico feliz que este trabalho tenha chegado ao outro lado do Oceano… Valeu a pena…Por tudo o que ele significa e significou para mim.” Texto do e-mail enviado por Marina Mota, atriz portuguesa.

“Piratada à Portuguesa! aborda os momentos mais importantes da actualidade política e social, como é característica da revista à portuguesa, com especial destaque para casos que nos rodeiam e a que nem sempre damos a devida atenção, para além de todo um aparato cenográfico e um moderno guarda-roupa, num com muita luz e cor e agradável música, segundo nota de imprensa.” Blog Guia dos Teatros

Indicação de leitura sobre inclusão:
VITTA, Fabiana Cristina Frigieri de. A inclusão da criança com necessidades especiais na visão de berçaristas. Cadernos de Pesquisa. 40(139): 75-93, 2010. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-15742010000100005&lang=pt acesso em 21 de outubro de 2010.

Pesquisa realizada por: Patrícia Denise Schmidt Costa – Curso de Artes

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Prática de Ensino J - Escolha do tema

Pesquise sobre os temas etnia, gênero, classe social e deficiência na base de dados SciELO (Scientific Electronic Library Online), biblioteca eletrônica que abrange uma coleção selecionada de periódicos científicos brasileiros, organizada pela FAPESP em parceria com a BIREME e apoio do CNPq.
Sugestão: Para refinar a sua pesquisa use o termo "educação" + o tema.
Disponível em: http://www.scielo.br/

terça-feira, 23 de março de 2010

Prática de Ensino - Parte 3

Educação não-formal no Brasil
  • O uso do termo educação não-formal começou a ser freqüente a partir da década de 80.
  • As pesquisas e estudos do campo da educação não-formal são parte de uma nova área de conhecimento, em formação, na qual ainda não existe um referencial teórico específico e as contribuições vêm de outras áreas.
  • Atualmente as discussões sobre educação não-formal ocupam muitos e diferentes espaços: mídia, academia, sociedade civil, projetos de educação e assistência social, ONGs, OSCIPs, propostas do poder público, fundações vinculadas a empresas...
  • O Brasil já desenvolve atividades e ações no campo da educação não formal há muito tempo, utilizando termos como: educação alternativa, educação complementar, jornada ampliada, educação fora da escola, projetos sócio-educativos, educação extra-escolar, contraturno escolar... educação em tempo integral (CIEPS, CICACS e CEU)...
  • É um campo de atuação de profissionais de diversas áreas: psicologia, assistência social, educação, terapia ocupacional, ciências sociais, educação física, artes...
ONG – Organização Não Governamental “... é definida como uma organização que não seja parte do governo, nem tenha sido fundada pelo Estado, dispondo de autonomia administrativa e atuando, sem fins lucrativos, em áreas específicas, como as de natureza social, cultural, legal ou ambiental e com objetivos essencialmente não comerciais. Pelo menos parte dos seus recursos tem origem privada.” p.215

OSCIP – Organização a Sociedade Civil de Interesse Público regulada pela Lei nº 9.790, de 23 de março de 1999, é um título facultativo a qualquer organização da sociedade civil que enquadra-se nos critérios previstos na citada legislação, sendo que “... a principal vantagem da titulação como OSCIP é a possibilidade de firmar termos de parceria com o Estado para a execução de atividades de interesse público em regime de cooperação” p.222.

Terceiro setor – “... ações desenvolvidas por organizações da sociedade civil que oferecem um padrão de resposta às demandas sociais a partir de valores de auto-ajuda e de solidariedade local, assumindo o papel do Estado e limitando a garantia de políticas públicas universalistas decorrentes de direitos que compõem a cidadania”. p.276

Referência:
CARNICEL, Amarildo; PARK, Margareth B.; FERNANDES, Renata S. (Orgs.) Palavras-chave em educação não formal. Holambra,SP: Editora Setembro; Campinas, SP: Unicamp/CMU, 2007.


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